
A psicanálise é uma terapia desenvolvida há mais de 100 anos focada em investigar o nosso inconsciente e compreender conteúdos que, a princípio, não nos lembramos, mas que continuam interferindo em nossas decisões e sentimentos até hoje.
Com essas informações temos ferramentas para elaborar, ou seja, compreender e ressignificar esses acontecimentos trazendo reflexos diretos à nossa vida atual.
Como é uma sessão de psicanálise?
Na psicanálise trabalhamos com a fala do paciente, onde ele tem um espaço seguro para abordar o que quiser: pode ser o que lhe aflige, uma situação normal do dia a dia, o sonho que teve na noite anterior, seus receios em relação ao futuro e qualquer outro assunto que venha à mente.
O papel do psicanalista é:
1º: garantir esse lugar seguro e sigiloso;
2º: oferecer uma escuta ativa do paciente;
3º: ajudá-lo a elaborar o material fornecido pelo inconsciente.
O que o psicanalista não faz?
1º: não opina nem faz juízo de valor sobre a história do paciente;
2º: não dá conselhos;
3º: não cria planos de ação no estilo coaching;
A cura, como dito anteriormente, vem pela fala do paciente, que se escuta, se percebe e entende sua história. O analista está ali para ajudá-lo a interpretar aquilo que ele próprio não consegue sozinho.
Quanto tempo dura um tratamento psicanalítico?
Diferente de outras terapias, a psicanálise não trabalha com data de término. O processo de investigação da mente segue o ritmo imposto pelo próprio paciente, muitas vezes de forma inconsciente. A escuta, interpretação e elaboração podem levar meses ou até anos, não é possível estabelecer um prazo. Mas isso não significa que o paciente fica em sofrimento constante, pelo contrário, a melhora é gradativa à medida em que ele segue em sua jornada analítica.
Como escolher um psicanalista?
Na tradição psicanalítica, a formação do analista não se limita ao estudo teórico, é essencial a própria análise pessoal. Não existe psicanalista que antes não tenha feito terapia por um longo tempo. Uma frase que simboliza bem é que o analista só pode levar alguém até onde ele mesmo caminhou.
Além disso, existem outras duas condições essenciais:
– Embasamento teórico: aqui não é uma graduação, é o comprometimento com o estudo contínuo e aprofundado da teoria psicanalítica, que deve acontecer ao longo de toda a vida.
– Supervisão clínica: todo psicanalista deve levar seus casos clínicos, de forma sigilosa, a outro psicanalista mais experiente, que vai ajudá-lo a entender a maneira mais adequada de conduzir as análises.
Essas três condições são conhecidas como tripé freudiano, que precisam ser seguidos por todos os psicanalistas. Por isso, na hora de buscar um profissional, sempre questione se ele mantém o tripé, pois essa é a sua segurança para escolher uma pessoa capaz de ajudá-lo em sua terapia.
E o Psicanálise Prática?
Se você deseja conhecer melhor a psicanálise ou iniciar seu processo de análise, entre em contato conosco.
